Muitas pessoas — ou por ignorância ou como um meio de justificar seus
atos de imoralidade — dizem que Deus condenou toda e qualquer
manifestação sexual. Mas a verdade é exatamente o contrário. A Bíblia
sempre fala dessa relação aprovativamente — desde que seja limitada a
casais casados. E quanto a se relacionar sexualmente nas horas do
sábado, dia abençoado e santificado pelo Criador, pode?
Deus fez o sábado, você e o sexo. Ambos bons!
Foi Deus quem criou o sexo. Ele formou humanos, não com o fim de
torturar homens e mulheres, mas para proporcionar-lhes satisfação e
senso de realização pessoal. Conservemos sempre em mente como foi que
isso se deu. O homem sentia-se irrealizado no Jardim do Éden. Embora
vivesse no mais belo ambiente do mundo, cercado de animais mansos de
toda espécie, ele não tinha uma companheira. Então, Deus retirou de Adão
um pedaço de seu corpo, e realizou outro milagre da criação — a mulher —
semelhante ao homem sob todos os aspectos, com exceção do aparelho
reprodutor. Ao invés de serem opostos, eles se completavam mutuamente.
Será que Deus iria ter o trabalho de preparar Suas criaturas, dando-lhes
a capacidade de realizar determinada atividade, para depois proibi-los
de realizá-la? Não seria o Deus de amor tão descrito na Bíblia. Aquele
que não poupou ao seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou,
porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas (Romanos 8:32).
Examinando os fatos objetivamente, temos que concluir que o sexo foi
dado ao homem, pelo menos em parte, para sua satisfação conjugal. Para
termos outras evidências de que Deus aprova o ato sexual entre casais,
consideremos a bela narrativa que explica sua origem. De todas as
criaturas de Deus, apenas o homem foi criado à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Isso torna a humanidade uma criação singular dentre as criaturas da Terra. O verso seguinte explica: E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos (Gênesis 1:28). A seguir, Ele faz um comentário pessoal acerca de Sua criação: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31).
O capítulo dois de Gênesis apresenta uma descrição mais detalhada da
criação de Adão e Eva, incluindo a informação de que o próprio Deus
conduziu Eva até Adão, dando-lhe como presente (vesro 22) e,
evidentemente, apresentou-os um ao outro, e ordenou para serem fecundos.
Em seguida, o texto descreve a inocência deles com as seguintes
palavras: Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (verso
25). Adão e Eva não sentiram nenhum constrangimento, nem ficaram
envergonhados nessa ocasião, por três razões: haviam sido apresentados
um ao outro por um Deus santo e reto, que lhes ordenara que se amassem;
sua mente não estava preconcebida quanto a culpa, pois ainda não havia
sido feita nenhuma proibição relativa ao ato sexual; e não havia outras
pessoas por ali, para observarem suas relações íntimas.
Fora do Éden, após o pecado da desobediência, o primeiro casal e
todos os demais enfrentaram as conseqüências. Preocupado com a saúde e
bem estar dos seus filhos, Deus pede que as relações sexuais sejam
evitadas no período que a mulher esteja menstruada. “Não tenha relações com uma mulher durante a menstruação”. (Levítico 18:19)
Vários séculos depois, o profeta Ezequiel registrou as palavras de
Deus que relacionam o “homem justo” com aquele que não se chega “à
mulher na sua menstruação” (Ezequiel 18:5 e 6). Hoje podemos compreender
que, por razões higiênicas e estéticas, a penetração deve ser
descartada durante as regras da mulher. Não há na Bíblia, um mandamento
que diga que o sexo no sábado é pecado. O sábado é santo, o casamento é
santo e o ato sexual deve ser santo. “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros”. (Hebreus 13:14)
A única proibição da Bíblia diz respeito a atos
sexuais extra ou pré-conjugais. A abstinência de sexo em um dia da
semana ou em uma ocasião específica deve ser uma decisão exclusiva do
casal.
“O homem deve cumprir o seu dever como marido, e a mulher
também deve cumprir o seu dever como esposa. A esposa não manda no seu
próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não
manda no seu próprio corpo; quem manda é a sua esposa. Que os dois não
se neguem um ao outro, a não ser que concordem em não ter relações por
algum tempo a fim de se dedicar à oração. Mas depois devem voltar a ter
relações, a fim de não caírem nas tentações de Satanás por não poderem
se dominar”. (1 Coríntios 7:3-5)
O casal que concorda em não fazer sexo e se dedica a práticas
religiosas, deve ser respeitado. Deus não tem prazer na infelicidade de
ninguém, Ele deseja que todos tenham vida abundante. É importante
lembrar que sexo é, também, uma necessidade natural. Há organismos que
ficam mais dias sem tal prática, outros não. O Criador conhece cada
caso. O sexo entre um homem e uma mulher os torna uma só pessoa, uma só
carne, uma bênção. Essa união foi estabelecida por um Deus que criou
seres humanos a Sua imagem e semelhança. O sexo criado pelo Senhor não
tem nada com a pornografia dos dias atuais.
Se “é lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mateus
12:12); salvar uma ovelhinha, amar, fazer um carinho, alimentar-se, não
configuram pecado. Fazer sexo no sábado não é um ponto de tensão na
Bíblia. A questão a se refletir é que tipo de sexo está sendo praticado,
se o sexo está sendo feito de forma santa ou profana, se essa
experiência enobrece e eleva os filhos de Deus a uma experiência
benéfica para o corpo, mente e espírito. Se Deus está sendo honrado ou
não. Esse princípio reflexivo vale para tudo que fizermos na vida,
especialmente no dia em que o Criador nos convida para um encontro
especial com Ele. (Êxodo 20:8-11)
No livro de Provérbios, a relação sexual não tem limitações de tempo, pois está escrito: “Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Provérbios
5:19). Obviamente, em todo o tempo e sempre incluem os sete dias da
semana. Lamentavelmente, ainda existe na grande comunidade cristã o
preconceito milenar de que o sexo teve algo a ver com o pecado original
do casal edênico. Portanto, crê-se que é um “mal necessário” para
procriar, mas que fora isso, praticá-lo por puro prazer é promover as
“concupiscências da carne” e desejar o pecado. Tal postura é totalmente
antibíblica. Você acha que Adão recebeu Eva e a ordem para o ato de
procriar na sexta e ficou esperando até no domingo? Portanto, se o
sábado é santo, e o sexo no casamento é tão santo, não há nada que
poderia se combinar melhor, ao ponto de podermos dizer que não haveria
um dia mais adequado para tanto. Aconselha-se a leitura do livro “O Ato
Conjugal”, de Tim e Beverly LaHay, Editora Betânia.
Por fim, não há nada que possa tornar ilícito ou imoral o ato sexual
no dia do sábado. Isto é, desde que seja um ato legítimo que não
interfira com o dar a primazia a Deus e às atividades sagradas do sábado
planejadas pela igreja. Embora seja legítimo fazê-lo no sábado, não se
deveria planejá-lo sistematicamente para esse dia, como tampouco para
nenhum dia específico da semana, dando assim lugar à espontaneidade.
Seja feliz!