Devemos ter a tal ponto no coração o amor
de Cristo, que nosso interesse nos outros seja imparcial e sincero.
Nossas afeições devem ter amplitude e não se centralizar apenas em
alguns que nos lisonjeiam por confidências especiais. A tendência de
tais amizades é levar-nos a negligenciar os que se acham em maior
necessidade de amor do que aqueles a quem concedemos nossas atenções.
Não devemos
estreitar nosso círculo de amigos a uns poucos prediletos porque nos
agradam e lisonjeiam com a afeição que nos declaram. A atenção tantas
vezes dispensada e recebida, não atua para o melhor bem dos que querem
servir a Deus. Um busca extrair resistência do outro, e o louvor, a
lisonja e o afeto que um recebe do outro suprem o lugar que devia ser
ocupado pela graça de Deus, e assim amigos humanos afastam de Cristo as
afeições. … Confidentes humanos, humanos companheiros, absorvem o amor e
a confiança que devem ser dados unicamente a Deus.
Em vez de procurardes tornar-vos um
favorito, ou lisonjear alguém que seja altamente considerado, vede se
não há alguma pobre criança que não seja preferida, a quem não seja
dispensada nenhuma bondade especial, e tornai-a objeto de vossa abnegada
atenção. Aos que são especialmente atrativos não faltarão amigos; ao
passo que os menos agradáveis de aparência, que são tímidos e difíceis
de estabelecer relações com eles, talvez possuam preciosos traços de
caráter e são aquisição do sangue de Cristo.
Sentimentos de desassossego e de saudade
ou solicitude podem vos ser benéficos. Vosso Pai celeste pretende
ensinar-vos a encontrar nEle a amizade e o amor e consolação que
satisfarão vossas mais ferventes esperanças e desejos. … Vossa única
segurança e felicidade está em fazer de Cristo vosso constante
Conselheiro. Podeis ser felizes nEle ainda que não tenhais nenhum outro
amigo no vasto mundo.
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 256.
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