A Palavra de Deus não só estabelece os
grandes princípios da verdade e do dever que devem reger nossa vida, mas
apresenta também, para nossa animação, a história de muitos que
exemplificaram esses princípios. Homens “sujeitos às mesmas paixões” que
nós (Atos dos Apóstolos 14:15), lutaram com a tentação, e venceram na
força de um Ajudador todo-poderoso.
A não ser o
único Modelo perfeito, não há nas sagradas páginas a descrição de um só
caráter mais digno de imitação do que o do profeta Daniel. Exposto na
juventude a todas as seduções de uma corte real, tornou-se um homem de
inflexível integridade e fervorosa devoção a Deus. Estava sujeito a
ferozes tentações de Satanás, e todavia seu caráter não foi vacilante,
nem mutável seu caminho. Foi firme onde muitos haveriam cedido; foi leal
onde muitos seriam falsos; forte, onde muitos seriam fracos. Daniel foi
um altaneiro cedro do Líbano. … Oxalá a fé, a integridade, a devoção do
profeta Daniel vivessem no coração do povo de Deus em nossos dias.
Nunca foram essas nobres qualidades mais necessárias no mundo que agora.
…
Nos registros dos que trabalharam e
sofreram pelo nome de Jesus, não há nome que resplandeça com mais
refulgente e puro brilho que o nome de Paulo, o apóstolo dos gentios. O
amor de Jesus, ardendo-lhe no coração, fê-lo esquecido de si mesmo,
abnegado. Ele vira o Cristo ressurreto, e a imagem do Salvador
estava-lhe impressa na alma, e brilhava-lhe na vida. Com fé, coragem,
fortaleza, que não podia ser intimidada pelo perigo nem detida por
obstáculos, ele avançou em seu caminho de terra em terra para disseminar
o conhecimento da cruz.
Foi acaso abaixada a norma do
cristianismo? … Não; aquela norma permanece exatamente onde Deus a
colocou. Santos homens do passado foram solicitados a dar tudo por
Cristo, a nutrir Seu espírito e a imitar-Lhe o exemplo. Nada menos que
isto aceitará Ele agora. … Quando chamado a dar tudo por Cristo, quem
subsistirá à prova?
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 246.
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